Governo disponibiliza orçamento menor que o de 2014 para Unespar
“O orçamento liberado pelo tesouro do Estado para o custeio da Unespar em 2015 é insuficiente para manter todas as atividades da universidade”. Esta é a afirmação do pró-reitor de Administração e Finanças da Unespar, professor Rogério Ribeiro, que tem como base um estudo realizado pelo setor.
Segundo informação da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA), neste ano serão liberados R$ 8,4 milhões para custeio da Unespar. No entanto, na Lei de Orçamento Anual (LOA), o governo do Paraná apresentou que o repasse seria de R$ 16,6 milhões. Na comparação entre os valores, o contingenciamento neste ano será de 49,6%.
No entanto, como detalha o pró-reitor, o orçamento de R$ 9,14 milhões liberado pelo governo no ano passado gerou um cenário problemático para a universidade, pois não foi suficiente para cobrir todas as despesas. Com isso, a universidade acumulou dívidas que superaram R$ 2 milhões com despesas obrigatórias. Considerando o valor liberado e o que estava previsto, houve uma redução de 42,4% do orçamento.
Diante do cenário, a Pró-reitoria de Administração e Finanças (PRAF) está conversando com as Divisões de Administração e Finanças – unidades descentralizadas que funcionam nos campi. O objetivo é que identifiquem contratos que possam ser reduzidos. Entretanto, muitos campi necessitam de ampliação dos contratos para que se possam garantir atendimento mínimo das atividades. Um caso é o do campus de Paranaguá que conta com cinco postos de trabalho para a limpeza e conservação das instalações, quando o mínimo necessário é de 12 postos, conforme apuração da pró-reitoria.
A necessidade orçamentária mínima para que a universidade possa desenvolver o trabalho, neste ano, é de R$ 13,9 milhões. Para minimizar o contingenciamento a PRAF está garantindo uma liberação de orçamento do tesouro estadual na ordem de 58,9% para todos os campi, contra os 50,4% impostos pela Secretaria da Fazenda. “Isto está sendo possível com a transferência de R$ 1 milhão do orçamento da reitoria para suplementar os campi. Mesmo assim, teremos dificuldades para executar nossas atividades neste ano. Essas mudanças impostas pelo governo vão precarizar várias atividades da universidade.”, conclui Ribeiro.
