Fecilcam está em campanha para escolha da nova direção
No último sábado teve início o processo eleitoral para a escolha do próximo(a) diretor (a) da Unespar/Fecilcam Campus de Campo Mourão. A campanha segue até o dia cinco de maio e a eleição acontece no dia sete do mesmo mês. Três chapas estão inscritas para opção de cerca de 150 professores, 36 agentes universitários e aproximadamente 2100 acadêmicos. Hoje o Tasabendo.com transcreve a entrevista com o candidato Éder Rogério Stela, atual diretor da instituição por ocasião da eleição do ex-diretor, Carlos Aleixo, a reitor.
As três chapas concorrentes são compostas por: Prof. João Marcos Avelar (diretor) e Marcos Bovo (vice); Áurea Andrade Viana (diretora) e Frank Mezzomo (vice); e Éder Rogério Stela (diretor) e Valdir Alves (vice). De acordo com a presidente da Comissão Eleitoral da Fecilcam, Mônica Luiza Sócio Fernandes, na equação que determina o vencedor os votos dos professores correspondem a 70% do peso da eleição restando 15% para agentes universitários e 15% para acadêmicos.
Os três grupos estão em plena movimentação, com camisetas, botons, folders e visitas nas salas de aula. Confira a primeira entrevista, com o candidato Éder Rogério Stela:
Tá Sabendo: Quais são as suas principais propostas?
Éder: Olha, a instituição vem num crescimento muito grande. E hoje nós precisamos principalmente de um apoio, com muita responsabilidade à Diretoria de Ensino. Nós temos alguns problemas no ensino que devem ser solucionados. Mas nunca esquecendo de investir na pesquisa, na ampliação e na criação do primeiro curso de mestrado, nos grupos de pesquisa existentes. Buscar arrumar recursos na instituição para esses grupos de pesquisa e também desenvolver a extensão institucional, não só aquela que tem recurso do Estado, mas mecanismos para que nossos alunos possam sair da sala de aula e desenvolver projetos com a comunidade, com apoio institucional.
Tá Sabendo: Vocês têm recebido alguma reivindicação durante a campanha?
Éder: O que a gente ouve é assim, palpites ou sugestões sobre esse ou aquele assunto. Mas como a gente se propõe a fazer um trabalho bastante democrático, o que nós não temos contemplado em nosso plano de trabalho nós estamos incluindo. Aquilo que é pedido e a gente sabe que não tem como fazer… por exemplo, hoje um aluno falou do restaurante universitário… é um sonho, uma conquista que tem que ser batalhada, mas lá pro Campus. Não adianta a gente pegar algo menor, pequeno, aqui no local em que nós estamos. Porque se a gente montar qualquer coisa aqui vai atender por um período. Eu acho que é justa a reivindicação, mas será que vale a pena esse investimento aqui? Vamos reunir a comunidade acadêmica e vamos discutir: vamos tentar fazer algo aqui ou vamos esperar pra fazer lá? Foi o que eu disse e o aluno compreendeu.
Tá Sabendo: O novo diretor deve concluir que percentual do novo campus?
Éder: Não dá pra dizer que percentual, porque hoje os recursos que vem para nós são muito pequenos, para a construção. O próximo diretor tem que organizar uma equipe de trabalho, que trabalhe com todos os representantes da instituição, politicamente, para captação de recursos para os blocos, para a construção do Campus. Se lograr êxito em conseguir R$ 5 milhões em um ano, dá para construir dois, três blocos. Se vier R$ 1,7 milhão como está vindo agora, na emenda do deputado, constrói-se um bloco. Então vai depender muito das questões políticas e também de como o diretor vai trabalhar esse relacionamento político.
Tá Sabendo: Uma breve explanação do período em que você está aqui na faculdade, sua trajetória:
Éder: Eu entrei aqui nesta faculdade em 1990 como aluno, com 15 anos. Estou prestes a fazer 40 anos. Me formei em 95, em Ciências Contábeis, em 96 já comecei como professor colaborador, em 97 como efetivo. A instituição me possibilitou fazer um mestrado na federal do Paraná, fui por diversas vezes coordenador do curso de contábeis, estava na vice-direção de 2004 até agora, quando assumi a direção. E nesse período todo sempre tive o respeito dos outros professores, sempre tive um posicionamento muito aberto e sempre fui muito democrático. Sempre respeitei as decisões anteriores porque existia um diretor que tomava as decisões. Às vezes não concordava, mas respeitava e assim que eu acredito que tem que ser uma gestão. Gestão democrática: tem que se dar voz a todos e tem que respeitar a todos.
Tá Sabendo: Você está há quanto tempo na direção?
Éder: Efetivamente há um mês e meio, porque o meu decreto saiu agora. Ele saiu retroativo a janeiro. Mas até o início de março eu não podia assinar documentos como diretor porque o decreto do governador não tinha saído.
Tá Sabendo: Mais alguma consideração?
Éder: Gostaria de pedir o apoio da comunidade acadêmica à nossa chapa. O meu vice é o professor Valdir. Um professor muito respeitado na instituição. Um professor que em outras épocas se tivesse querido ser diretor ia ser uma unanimidade.