Faculdade Integrado realiza curso de metodologias na docência de Medicina

Desde fevereiro, médicos de Campo Mourão e região, juntamente com os docentes da área de saúde da Faculdade Integrado, estão participando da capacitação em “Metodologias ativas na docência de Medicina”, promovido pela Instituição. O curso, que termina no mês de junho, conta com 10 encontros, no total de 120 horas, com o professor doutor José Lúcio Martins Machado e sua equipe de colaboradores.

A finalidade da capacitação consiste em preparar os profissionais para enfrentar as mudanças que aconteceram com a implementação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Medicina, aprovadas pelo Ministério da Educação (MEC) em 2014. Outro motivo é que o estudante de hoje possui um novo perfil e, por isso, são necessárias várias mudanças no processo de ensino-aprendizagem. “As metodologias ativas surgiram para atender uma necessidade do jovem que nasceu depois da metade dos anos 90. São os chamados nativos digitais. Possuem outro tipo de cultura e outra sensibilidade para aprender, diferente das gerações anteriores”, afirma José Lúcio.

Mas o que são as metodologias ativas? José Lúcio responde que essas ferramentas têm como característica colocar o estudante, como um ser ativo, no centro do processo de aprendizagem. “Ele passa de receptor, que recebe uma grande quantidade de informações, para um indivíduo que vai buscar as informações relevantes para solução dos problemas da sua área de atuação”, destaca.

Por meio das metodologias ativas, o acesso ao conhecimento acontece a partir de problemas, situações reais ou simuladas. O PBL (em português, Aprendizagem Baseada em Problemas), o TBL (em português, Aprendizagem Baseada em Equipes), as dramatizações e a simulação realística são algumas das ferramentas de aprendizagem que estão sendo abordadas no curso. “As metodologias ativas funcionam como uma valise tecnológica. O bom professor saberá utilizar e escolher a melhor ferramenta para aquele contexto da aprendizagem”, explica o professor.

Ainda segundo José Lúcio, os benefícios da utilização das metodologias ativas são visíveis tanto para os acadêmicos quanto para a sociedade em geral. “Os profissionais de saúde são mais críticos, reflexivos e humanos. Têm uma maior capacidade de raciocínio clínico para uma tomada de decisão porque eles fazem isso de forma intensa ao longo de seis anos”, conclui.