Faculdade Integrado desenvolve pesquisa na área do Meio Ambiente
A Faculdade Integrado está desenvolvendo, por meio do curso de Ciências Biológicas, uma pesquisa na área do Meio Ambiente, no ramo de gerenciamento de resíduos sólidos. A proposta visa à produção de um biocomposto para adubação do solo, feito a partir das carcaças de animais de produção.
Segundo um dos coordenadores da pesquisa, Tiago Feitoza, o projeto visa atender a uma demanda crescente por tecnologias renováveis para tratamento e reaproveitamento de resíduos sólidos. “Muitos animais de produção que vêm a óbito não estão relacionados a problemas que geram riscos de transmissão de zoonoses, mas devido à legislação vigente e a falta de tecnologias para tratamentos alternativos, geralmente são encaminhados para incineração ou acabam recebendo um tratamento não adequado. O projeto quer estabelecer um método capaz de tratar esse tipo de resíduo, gerando um biocomposto que pode ser aproveitado para adubação do solo. Para isso, seguimos todas as diretrizes emanadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a respeito de biocomposto como adubo para solo”, explica.
A intenção é que o projeto seja aproveitado em hospitais veterinários e por produtores rurais. “Desse modo, garante-se uma destinação diferenciada e ambientalmente correta para as carcaças de animais de produção, devolvendo ao solo parte do que tiramos dele”, destaca Tiago. Os participantes da pesquisa já construíram uma composteira (local destinado ao recebimento dos compostos a serem trabalhados, como cerrapilheira, estercos, e carcaças). E agora, para garantir que todo o processo seja avaliado, várias análises laboratoriais (microbiológica, parasitológica e composição físico química) e ambientais (temperatura, umidade e volume de massa) serão realizadas, indicando a possível viabilidade dessa metodologia.
As acadêmicas Camila Menezes, Natyaly Almeida e Micheli Dalcin participam do projeto. A pesquisa também conta com os coordenadores Carina Moresco, Francielle Baptista de Souza, Roberta dos Santos Toledo e Lilian Gavazzoni, além dos pesquisadores Murilo Menck Guimarães, Viviane Talita Gomes Souza de Assis e Lizandra Cristina Sambati.
