Exposição “Relatos” evidencia o racismo no cotidiano

Foto: Nilson Hort/Integrado
Centro Universitário Integrado e Coletivo Yalodê-badá realizam ações no Mês da Consciência Negra
Em alusão ao Mês da Consciência Negra, lembrado em novembro, o Centro Universitário Integrado, por meio do curso de Psicologia, realizou uma série de ações para discutir com a comunidade mourãoense assuntos ligados ao racismo e preconceitos que ainda estão presente na sociedade. A ação contou com a parceria do Colégio Estadual de Campo Mourão e do Coletivo Yalodê-badá, de Maringá.
As atividades tiveram início no dia primeiro deste mês, com uma oficina sobre visibilidade, com o tema “Questões raciais e representatividade no contexto social”, conduzida pelos membros do Coletivo. Participaram estudantes do ensino fundamental e do curso de Psicologia do Integrado. Durante o encontro, os alunos se sentiram à vontade e relataram muitos casos de racismo que já sofreram ou que presenciaram durante a vida. O resultado desses testemunhos concebeu a Exposição Relatos, que foi aberta na noite de quinta-feira (16) e permanecerá até o próximo dia 30, no hall do anfiteatro do câmpus da Instituição.
Um bate papo entre os militantes do Coletivo e os acadêmicos do Centro Universitário Integrado fechou o ciclo de atividades, fazendo um balanço das ações desenvolvidas durante o projeto de extensão “História, Cultura e Visibilidade no Mês da Consciência Negra”, do curso de Psicologia. “Os objetivos foram atingidos e se concentravam em trazer mais informações sobre o assunto à comunidade acadêmica e do colégio, sendo uma experiência diferente da realidade para muitos universitários”, avalia a coordenadora do curso, professora Thaís Serafim.
Para um dos membros do Coletivo Yalodê-badá, Paulo Vitor, a oficina com os estudantes o marcou muito. De acordo com o militante, os estudantes estavam carentes desse tipo de momento. “Vários relatos me chamaram a atenção, mas o que mais me impressionou foi de uma menina que nos contou que, recentemente, ela não queria mais ir à escola por conta da violência do racismo que ela vivia, pois não aguentava mais ser insultada. Isso me marcou porque me coloquei no lugar dela e me vi de novo na minha infância. Foi muito forte e intenso; marcou a todos que estavam presentes. Ficamos bem sensibilizados”, conta Paulo, destacando a importância de se trabalhar esse tipo de assunto dentro da escola.
Cine Psico
O Cine Psico, uma das ações também do projeto de extensão, levou aos estudantes do Colégio Estadual de Campo Mourão filmes que tratam de questões raciais. Em duas sessões, no dia 9 deste mês, os alunos assistiram aos filmes “Escritores da Liberdade” e “Quase Deuses”. Na sequência ocorreu uma roda de debates com questões reflexivas sobre o tema.


