Deputados aprovam reajuste e professores de universidades se revoltam nas galerias da Assembleia
Por 30 a 16, os deputados estaduais aprovaram em primeiro turno, na tarde desta quarta-feira (10), a proposta que estabelece os índices de reajuste dos servidores públicos estaduais pelos próximos três anos. O projeto deve ser votado em segundo turno na semana que vem, após as emendas passarem pelas comissões da Assembleia Legislativa (Alep).
As galerias da Assembleia estavam ocupadas por professores e servidores de universidades estaduais, a maioria em greve. O presidente da Alep, deputado Ademar Traiano (PSDB), ameaçou suspender a sessão caso os servidores não fizessem silêncio. Um dos professores disse em voz alta durante a sessão que Traiano “nunca foi servidor”. “Se vocês se comprometerem em ficar aqui respeitosamente vou permitir que o cidadão permaneça”, disse o presidente da Alep.
Até sexta-feira, todos os sindicatos das sete universidades estaduais do Paraná devem realizar assembleias para decidir se mantêm as paralisações.
Mesmo com a decisão dos professores das escolas estaduais de voltar às salas de aulas, os docentes das universidades estaduais continuam em greve. Nesta quarta-feira (10) à tarde os professores das instituições de ensino superior, que estão com as atividades paralisadas há cerca de 45 dias, participaram da sessão da Assembleia Legislativa, na tentativa de propor uma emenda ao projeto que prevê o reajuste dos servidores e para acompanhar o início da votação da proposta.
O texto indica um reajuste salarial de 3,45% em outubro deste ano, referente a inflação de maio a dezembro do ano passado. Já a inflação de 2015 deve ser zerada em janeiro de 2016, e as perdas inflacionárias de 2016 serão pagas em janeiro de 2017, quando os servidores também devem ter um adicional de 1%.