“Biblioteca Carcerária” deve ajudar presos com o tempo ocioso

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Desde o mês de março deste ano, detentas da 16ª Subdivisão Policial Civil têm acesso a livros, por meio de um projeto piloto intitulado “Biblioteca Carcerária”. Idealizado pela supervisora do Programa Regional Patronato, Sônia M. Y. O. Rodrigues, a proposta tem apoio do delegado chefe de Campo Mourão, Amir Salmen e do diretor do campus da Unespar de Campo Mourão, Éder Stela. O objetivo é que a leitura leve conhecimento, cultura e, se possível, que se reverta em redução de pena aos adeptos da biblioteca.

Inicialmente, têm acesso à biblioteca (com mais de 250 livros), cerca de 10 prisioneiras. Dentro do presídio, o trabalho é organizado pela chefe da carceragem Mary Jame. Externamente, a supervisora do Patronato e psicóloga Sônia M. Y. O. Rodrigues pede o apoio da sociedade para levar à cadeia o maior número possível de livros. Para tanto orienta que as doações de livros sejam encaminhadas à sede do Patronato, situado à Rua Guarapuava, 993, próximo ao mercado Carreira.

A seleção dos livros (pois nem todos os conteúdos são apropriados aos detentos) é feita pelo Patronato e por agentes da Polícia Civil. Conforme explica a supervisora Sônia, o acesso ainda está limitado às mulheres selecionadas para o projeto, mas a intenção é que a biblioteca beneficie toda a carceragem. Josimara Coelho, que aguarda julgamento na 16ª SDP, considera a iniciativa muito boa, visto que na prisão há tempo de sobra para leitura.

O programa regional Patronato, com sede em Campo Mourão, atende a 20 cidades da região da Comcam, com o objetivo de encaminhar pessoas ao cumprimento de penas alternativas e reinserir na sociedade quem cumpriu pena em carceragens e presídios. Para tanto conta com uma equipe de 14 pessoas das áreas de Administração, Serviço Social, Psicologia, Direito e Pedagogia, entre formados e estagiárias.

Conforme explica a supervisora geral do programa, Sônia M. Y. O. Rodrigues, o programa funciona em parceria entre a Prefeitura de Campo Mourão, Fecilcam e as Secretarias de Estado da Ciência e Tecnologia (SETI) e da Justiça e Cidadania (SEJU). “O objetivo é orientar os egressos para reinserção social e beneficiários da Justiça, no cumprimento de sua pena alternativa, que muitas vezes é a prestação de serviços comunitários”, explica.