Alunos participam de projeto que reduz 50% o consumo de energia
O atual cenário econômico traz preocupações, mas também ideias e soluções conscientes. E na maioria das vezes, alternativas muito simples. Para reduzir a conta de energia elétrica na instituição em que estudam, alunos de cursos técnicos da unidade do Senai, em Campo Mourão, integraram-se a um projeto que pretende a busca de bons resultados.
A ação teve início quando, a partir dos aumentos determinados pelo governo federal nas tarifas, a conta de luz da unidade praticamente triplicou. Professores e gerência pensaram em estudar uma forma de reduzir o consumo e, com isso, os valores. De acordo com a gerente da unidade, Juliani Agnes, um ponto importante foi a ligação entre o projeto e a prática pedagógica. “Todas as turmas dos cursos oferecidos estão recebendo informações sobre o projeto, sua aplicabilidade e o retorno para a unidade”, afirma.
Pesquisas e cálculos
A discussão foi levada às salas de aula como conteúdo de módulos de “Eficiência Energética”. Os alunos fizeram as pesquisas, levantamentos e cálculos de implantação de medidas que pudessem trazer resultados positivos.
Um dos aspectos iniciais da pesquisa apontou o gasto de energia de cerca de R$ 1.650,00 em apenas um bloco de salas de aula. “Além do uso consciente da iluminação, apagando ao final das aulas as luzes das salas, dos banheiros e corredores, e fechando portas e janelas quando o ar-condicionado estivesse ligado, queríamos fazer na prática algo que impactasse mais na redução da conta de luz”, conta o engenheiro e professor Leandro Romero, responsável pela condução do projeto.
A solução foi simples: uma parte das lâmpadas fluorescentes usadas foram substituídas pelas de LED. Com isso houve ganho na qualidade de iluminação das salas de aula, na menor manutenção do sistema e na diminuição significativa do consumo de energia elétrica. Mas os benefícios desse tipo de atitude vão além. “Ao reduzir um consumo de energia, contribuímos diretamente com o meio ambiente. As lâmpadas de LED são 100% recicláveis e não deixam resíduos poluentes no meio ambiente. Bem diferente das lâmpadas fluorescentes, que contém mercúrio”, explica Romero.
O professor lembra que em uma empresa, o valor da energia elétrica também agrega no custo final do produto fabricado. “Se você consegue reduzir esse gasto, automaticamente terá um produto mais competitivo”, diz.
Tecnologia viável
Implantando as lâmpadas de LED em algumas dependências do bloco da unidade, a redução no consumo e no gasto foi de 50%, com o valor da tarifa alcançando aproximadamente R$ 800,00. “A intenção era mostrar que podemos economizar com essa tecnologia e que hoje ela está viável para aplicação. A previsão é de que no fim deste ano o bloco usado para o estudo esteja todo com iluminação LED. Isso significa 310 lâmpadas”, afirma Romero.
A partir da implantação do projeto, outras ideias estão sendo oferecidas pelos alunos para novas melhorias. Uma delas, conta o professor, trazendo a energia solar para a pauta de discussões. “Em sala de aula é bastante discutido o assunto de novas energias, novas tecnologias e a necessidade de cada um fazer a sua parte para o uso consciente da energia. Esse projeto mostrou na pratica a realidade dos valores que podemos reduzir com novas ideias”.
Os resultados alcançados com o projeto acabou levando a equipe a inscrevê-lo no Programa de Eficiência Energética (PEE) da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que seleciona propostas de eficiência energética no uso final de energia elétrica.
