Alunos da Fecilcam fiscalizam transporte escolar em Araruna e Goioerê
Desde o mês de setembro deste ano, cerca de 20 acadêmicos da Universidade Estadual do Paraná (Campus Campo Mourão/Fecilcam) estão participando do Plano Anual de Fiscalização Social (PAF Social). O projeto é desenvolvido em parceria com o Tribunal de Contas. Os alunos foram selecionados pelos coordenadores e estão participando do desenvolvimento das ações necessárias para o andamento do projeto, que tem como foco principal, o controle do transporte escolar.
O PAF Social é um programa inédito de auditoria social desenvolvido pelo Tribunal de Contas do Paraná em parceria com instituições de ensino superior. O objetivo é estimular o desenvolvimento de mecanismos que possibilitem a formação e manutenção de uma ampla rede de controle no Paraná, considerada pelo TCE, fundamental para iniciar um movimento nacional em direção à aplicação do conceito de auditoria social.
O coordenador do PAF Social na Fecilcam é o professor Sérgio Luiz Maybuk. Os professores Analéia Domingues e João Marcos Avelar atuarão como orientadores dos alunos bolsistas e ainda tem a agente universitária, Elisabete da Costa Teodoro, no apoio técnico.
Transporte escolar
O tema, transporte escolar, foi sugerido a partir das necessidades regionais. O projeto de autoria dos professores, Áurea Viana Andrade e Sérgio Luiz Maybuk, além de ter sido aprovado, foi considerado exemplo pelo Tribunal de Contas durante apresentação das propostas que estão executadas pelas universidades no estado do Paraná. O projeto está avaliando e fiscalizando o desempenho das prefeituras das cidades de Araruna e Goioerê no controle do transporte escolar.
O professor Maybuk explica que as duas cidades foram escolhidas porque possuem características diferentes e atendem alunos de todos níveis de ensino, desde o infantil até o superior, ou seja, crianças, jovens e adultos. ‘Não pudemos atender Campo Mourão em nosso projeto porque aqui o ensino superior não é atendido pelo transporte escolar oferecido pelo município. Assim, escolhemos Goioerê por ser uma cidade um pouco maior e Araruna, por ser uma cidade típica da região’, comenta Maybuk.
Maybuk está satisfeito com o trabalho e disse que ‘o poder público tem contribuído e está facilitando o acesso às informações’. Para ele, são vários os problemas encontrados nas duas cidades. ‘Ônibus velhos e mal conservados, trajetos mal planejados e um problema difícil de resolver: as caronas’, completa. ‘As caronas podem acarretar vários problemas, entre eles a superlotação dos ônibus, que deveriam ser utilizados apenas por estudantes. É difícil de eliminar esse problema porque se trata de um problema de ordem política e não de problema técnico, mas estamos trabalhando para conscientizar a população e as autoridades’, explica o professor.
Os primeiros resultados do trabalho devem ser conhecidos até o final deste ano. Entretanto, ‘o trabalho já está surtindo efeito mais imediato na questão da conservação e da segurança dos veículos utilizados no transporte escolar nessas duas cidades, e já é consequência do acompanhamento dos acadêmicos’, salienta o professor. O projeto piloto vai avaliar não só os aspectos ligados a segurança e manutenção, mas, especialmente, o desempenho do transporte escolar. Além da auditoria piloto proposta pela Fecilcam, acontecerão outras duas (compra de medicamentos e destinação do lixo urbano) e realização de pesquisa acadêmica com construção de indicadores de gestão municipal.
(Ari Mendonça)