Alunos aprendem a confeccionar armadilhas para o mosquito da dengue

Por iniciativa dos professores, os 900 alunos do Colégio Estadual Ivone Soares Castanharo, estão participando de aulas especiais nos últimos dias. Preocupados com a proliferação do mosquito da dengue e o aumento dos casos da doença, inclusive na escola, os professores tiveram a ideia de abordar o assunto de uma forma diferente. O grupo esta aprendendo a confeccionar um repelente natural.

A aula é prática. Os alunos, depois de receber informações sobre o transmissor da dengue, o Aedes Aegypt, e as forma de combate, aprendem a fazer um repelente utilizando uma garrafa pet de 2 litros, fermento biológico, açúcar mascavo e água morna. O professor e diretor da escola, Joseval Pelisser, em uma dessas aulas, ajuda os alunos a cortar a garrafa, misturar os ingredientes e colocar a armadilha num local escuro. “O líquido não vai matar o inseto. A reação química da mistura é que atrai o mosquito, este fica preso e morre afogado”, ensina Pelisser.

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A iniciativa deu certo. As crianças são conscientizadas e gostam da novidade. A aluna Lauriene Félix Ferreira, de 11 anos, entendeu que pode colaborar no combate ao mosquito. Mas também sabe que só a armadilha não resolve. “Todos nós temos que limpar os quitais e eliminar locais, onde o mosquito possa botar os ovos”, alerta a menina. Outra aluninha consciente é Luana Pereira de França. Ela esta preocupada com a quantidade de pessoas que já morreram com dengue. “Vou fazer as armadilhas em casa, mas vou conversar com meus pais e os vizinhos para todos ajudarem quando encontrar água acumulada”, comenta Luana.

(Marcos de Souza)