Queda de receitas acende alerta e mobiliza prefeitos da Comcam

O encontro contou com a presença de diversas lideranças municipais – Foto: Da Assessoria
A Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam) intensificou a mobilização política diante da queda na arrecadação que já impacta diretamente as finanças das prefeituras da região. Em reunião realizada nesta sexta-feira (10), na sede da entidades, em Campo Mourão, foi definida uma pauta unificada para reivindicar apoio do Governo do Estado e da União.
O encontro contou com a presença de diversas lideranças municipais, entre elas o prefeito anfitrião Douglas Fabrício (presidente do Ciscomcam) e Same Saab, atual presidente da Comcam. Também participaram gestores de cidades como Iretama, Nova Cantu, Luiziana, Campina da Lagoa, Boa Esperança, Moreira Sales, Quinta do Sol, Roncador, Fênix, Goioerê e Araruna.
Segundo a entidade, a redução de repasses estaduais e federais já compromete a manutenção de serviços essenciais, como saúde, transporte escolar, conservação de estradas, apoio à agricultura e fornecimento de medicamentos. Um dos principais fatores apontados é a queda na arrecadação do IPVA, que deve gerar perda superior a R$ 36 milhões aos municípios da região em 2026, após a redução da alíquota.
O presidente da Comcam, Same Saab, destacou que a crise é generalizada. “Todos os municípios estão sendo afetados. Essas quedas de tributos comprometem o funcionamento do dia a dia das prefeituras”, afirmou. Ele também ressaltou que já há articulação política em andamento junto ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa.
Outro ponto de preocupação é o fluxo de caixa das prefeituras. Mesmo com repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), gestores relatam dificuldade para cumprir compromissos básicos. “Há prefeitos que já não conseguem pagar fornecedores”, alertou Saab.
A entidade também defende a revisão dos mecanismos de compensação financeira, principalmente em relação ao IPVA, além da ampliação dos repasses para o transporte escolar. Em alguns municípios, os custos chegam a R$ 400 mil, enquanto o repasse estadual não passa de R$ 40 mil.
Além das perdas de receita, fatores como estiagem e eventos climáticos extremos agravam a situação, aumentando despesas com infraestrutura rural e assistência à população.
Prefeitos reforçam que a crise não é isolada. O gestor de Campina da Lagoa afirmou que o problema atinge municípios de todo o país e defendeu apoio sem aumento de impostos. Já o prefeito de Quinta do Sol alertou que cidades menores são as mais afetadas e podem, em breve, enfrentar falta de insumos básicos como medicamentos e combustível.
A Comcam deve levar oficialmente suas reivindicações a Curitiba na próxima quinta-feira (16), em reunião com representantes do Governo do Estado.
Da Assessoria