Preço do óleo de soja dispara e gera impacto para feirantes

Preço do pastel precisou ser reajustado por conta da alta no preço do óleo – Foto: Clodoaldo Bonete/Tasabendo.com

A alta nos preços do óleo de soja e outros produtos essenciais para a alimentação está causando forte impacto não só no orçamento familiar, mas também para os feirantes de Campo Mourão. Quem mais tem sentido no bolso o aumento de preços, são aqueles que atuam no ramo de frituras, com barracas de pastel, cozinha, entre outros

Mariliza Ignácio Peres faz três feiras por semana nos bairros da cidade e já sente o impacto da alta do óleo de soja. Ela serve salgados fritos e consome cerca de oito litros do produto por feira. “Tá muito difícil, o aumento foi muito alto e de uma hora para outra”, reclama ela.

O negócio que já vinha em ritmo de recuperação pelo período em que se manteve fechado pela pandemia do covid-19, volta a preocupar a feirante. Isso porque há poucos dias ela já havia reajustado o preço dos pastéis.

Foto: Clodoaldo Bonete/Tasabendo.com

“Foi de R$ 4,00 para R$ 4,50, mas não podemos ficar reajustando o preço a cada aumento que tem no óleo. Sem contar que tudo subiu, a mussarela, que vai em quase todo pastel, a carne, presunto e outros produtos. Fica bem difícil de trabalhar assim”, afirma ela.

Atuando também com uma barraca de salgados, José Carlos Pereira esquenta a cabeça, enquanto ferve o óleo para fritar os pastéis. Faz as contas e procura se motivar para o trabalho, mas reconhece que não está fácil. “Está cada vez mais complicado, não está fácil para aguentar. O pastel já está a R$ 4,50 e não tem como reajustar mais para o cliente”, informou ele.

Segundo Pereira, mais conhecido por “Zé do Pastel”, o óleo de soja teve um reajuste de 80%. “Antes a gente encontrava o litro a R$ 3,29, e agora tem de todo preço, a partir de R$ 6,00. O problema é que com o aumento dos preços, aquele cliente que vinha uma ou duas vezes por semana passa a vir a cada 15 dias, ou ainda o que consumia dois ou três, compra só um. Tudo vai ficando mais difícil”, lamenta.

Zé do Pastel admite que no momento tem trabalhado apenas para pagar as contas e se manter. “A gente trabalha para pagar os ajudantes (cinco no total) a água, luz e comer. E não pode pensar em comer bem porque senão aguenta.”

Ao todo ele faz cinco feiras por semana, com consumo entre oito a dez litros de óleo de soja por dia.