IBGE prevê safra de grãos de 165,9 milhões de toneladas, a maior da história
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, anunciou que a produção de grãos da safra 2011/2012 atingiu o número recorde de 165,92 milhões de toneladas com uma área plantada de 50,81 milhões de hectares. O total de toneladas colhidas é 1,9% maior em comparação ao obtido no período 2010/2011. O destaque foi a produção de milho com um aumento de 71,7% em relação à última safra.
Ribeiro comemorou a “maior safra da história do país” e disse que o resultado pode levar a uma revisão da projeção de 170 milhões de toneladas previstas no Plano Safra 2012/2013. “Talvez venhamos a atingir os 170 milhões de toneladas ainda este ano”, disse.
“Esta é uma notícia que fortalece ainda mais o produtor brasileiro e mostra que o Brasil está cada vez mais caminhando para uma política agrícola com resultados objetivos para a produção”, disse Mendes Ribeiro após reunião com a presidenta Dilma Rousseff sobre os resultados da safra.
A safra de grãos teria sido ainda maior, segundo Mendes, caso a produção não tivesse sofrido prejuízos por causa da seca nas regiões Nordeste e Sul. A safra nordestina, por exemplo, caiu 22 % em relação à passada. Na avaliação do ministro, o recorde de produção contribuirá para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país. ‘O Brasil é um país agrícola que tem na agricultura uma mola para o crescimento.’
Para a cana-de-açúcar, a previsão é aumentar em 6,5% a produção, passando de 560,36 milhões de toneladas na safra passada para 596,63 milhões de toneladas na safra da temporada, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com o 2º Levantamento da Safra de Cana-de-açúcar 2012/2013, cresceu também a área de corte destinada ao produto, passando de 8,35 milhões de hectares para 8,52 milhões de hectares.
O aumento esperado para a produção de açúcar é de 8,41%, passando de 35,97 milhões de toneladas para 38,99 milhões. Já a produção total de etanol deverá crescer 3,21%, alta de 22,76 bilhões de litros para 23,49 bilhões. O álcool anidro (usado na composição da gasolina) deverá registrar aumento de 6,85%, e o etanol hidratado (usado em veículos bicombustíveis) tem uma estimativa de crescimento de 0,98%.
(Agência Brasil)