Estudo aponta motivos de empresários locais não participarem de licitações do município

Por meio da uma ação conjunta que envolveu o Município de Campo Mourão, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão (Acicam), Conselho de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão (Codecam), Observatório Social e Comitê Gestor Municipal das Micro e Pequenas Empresas, foi realizada uma pesquisa para encontrar os motivos pelos quais os empresários de Campo Mourão tem baixa participação nas licitações.

A constatação desta baixa participação já havia sido divulgada pelo Observatório Social de Campo Mourão, que demonstrou que na média 50% do que o Município adquire é de empresa de fora da cidade. Em alguns períodos do ano, como de janeiro a abril de 2017, o volume comprado de empresas de outras cidades foi quatro vezes superior ao comprado de empresas do município, apontou o estudo.

Diante deste quadro, em uma ação que busca conhecer as causas e propor soluções mais eficientes para que esses recursos fiquem em Campo Mourão, iniciou-se em 31 de outubro a pesquisa para conhecer os motivos pelos quais o empresariado mourãoense pouco participa dos certames.

A pesquisa foi feita eletronicamente, em formulário disponibilizado no site e por e-mail aos associados da Acicam, Observatório Social e presencialmente na Casa do Empreendedor, além de amplamente divulgado nos principais canais de notícias da cidade.

O resultado foi que, das 500 respostas obtidas, as três principais razões que levam à baixa participação dos empresários foram: 1º – “Não fico sabendo dos editais” (25,8%), 2º – “Não sei como participar” (25,4%) e 3º – “Acho que as licitações são direcionadas” (22,2%). Também aparece na 4ª razão o “Medo de não receber” (11,8%).

“De posse dos resultados, é possível visualizar claramente que a principal razão não é uma crise de confiança por parte dos empresários, mas sim a questão de acesso e conhecimento. Agora precisamos construir ações em conjunto com as instituições para capacitar o empresariado a participar dos certames”, afirma Carlos Alberto Facco, secretário de Desenvolvimento Econômico do Município.

Do total de respondentes, 65,8% são MEI’s (microempreendedores individuais) e 34,2% são EPP’s (empresas de pequeno porte) e Microempresários. “Um número expressivo destes empresários declararam durante a pesquisa que não sabiam o que é uma licitação, e acabam por consequência desprezando uma oportunidade de mercado. Este ano chegamos a fazer, em parceria com o Sebrae, duas oficinas sobre Compras Públicas, realizadas no Auditório da Prefeitura. Essas ações serão intensificadas em 2018”, observa Eduardo Akira Azuma, diretor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.