Campo Mourão chega a agosto com 421 empregos acumulados

No saldo acumulado de empregos de 2026, Campo Mourão permanece entre as cidades do mesmo porte que mais geraram empregos no estado do Paraná – Foto: Divulgação

Segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, Campo Mourão encerrou agosto de 2026 com saldo de 26 empregos formais abaixo do número de desligamentos. O resultado representa uma oscilação após seis meses consecutivos de saldo positivo, registrados de fevereiro a julho. Mesmo com o recuo pontual, o município mantém saldo acumulado favorável em 2026, de 421 empregos formais entre janeiro e agosto.

O resultado de agosto ocorre após uma trajetória de recuperação observada ao longo do ano. Depois de iniciar 2026 praticamente em estabilidade em janeiro, Campo Mourão registrou 33 novas vagas em fevereiro, 154 em março, 172 em abril, 48 em maio, 37 em junho e 34 em julho e saldo negativo em agosto.

       Fonte: NovoCaged (2026)

A trajetória apresentada no gráfico evidencia que o período de maior intensidade na geração de empregos ocorreu entre março e abril, quando foram criados, respectivamente, 154 e 172 postos de trabalho. Após esse pico, os saldos desaceleraram gradualmente, com 48 vagas em maio, 37 em junho e 34 em julho, até agosto, que registrou o primeiro resultado negativo desde janeiro. O mês dá, assim, continuidade à perda de ritmo observada após o pico de abril, agora com saldo abaixo de zero.

No comparativo regional, o desempenho de agosto também difere do observado em julho, quando Campo Mourão liderou a geração de vagas na Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam). Em agosto, o município registrou o segundo pior saldo da região, com -26 empregos, empatado com Quarto Centenário e atrás apenas de Janiópolis (-33). Também apresentaram saldo negativo Goioerê (-24), Juranda (-23), Mamborê (-15), Nova Cantu (-11), Engenheiro Beltrão (-8), Farol (-6), Rancho Alegre (-4), Altamira do Paraná (-3), Peabiru (-2) e Corumbataí do Sul (-1).

      Fonte: NovoCaged (2026)

Além da evolução mensal, a análise dos grandes setores econômicos de Campo Mourão ajuda a compreender quais atividades estiveram por trás do resultado de agosto. O principal responsável pelo saldo negativo foi a indústria, que registrou redução nos postos de trabalho no mês, resultado bastante distinto do observado em julho. A construção civil e a agropecuária também registraram perdas nos postos de trabalho neste mês.

Em sentido contrário, os serviços mantiveram desempenho positivo, com a criação de 65 empregos formais, seguidos pelo comércio, com 23 novas vagas. Juntos, os dois setores geraram 88 postos.

No saldo acumulado de empregos de 2026, Campo Mourão permanece entre as cidades do mesmo porte que mais geraram empregos no estado do Paraná.

      Fonte: NovoCaged (2026)

No período de janeiro a agosto, os serviços seguem como principal motor da geração de empregos no município, com saldo positivo de 347 vagas, seguidos pelo comércio, com 88, pela indústria, com 66, e pela construção civil, com 9. A agropecuária, por sua vez, apresenta saldo acumulado negativo de 89 postos de trabalho. Em relação ao boletim de julho, a indústria, que ocupava a segunda posição no acumulado, com 146 vagas, passou para a terceira, em razão do recuo registrado em agosto.

Os números mostram, portanto, que a geração de empregos em Campo Mourão segue concentrada principalmente nos setores de serviços e comércio, enquanto a indústria, que contribuía de forma relevante até julho, teve seu saldo acumulado reduzido em agosto. O resultado negativo da agropecuária ao longo do ano continua limitando parcialmente o crescimento do emprego formal, enquanto a construção civil, que somava 40 vagas até julho, encerra o período com saldo acumulado de 9.

De maneira geral, os dados de agosto indicam uma mudança no comportamento do mercado de trabalho formal de Campo Mourão. Ainda assim, o acumulado de 421 empregos formais em 2026 permanece positivo, sustentado principalmente pelo setor de serviços.

Ressalta-se que, embora os dados tenham como fonte oficial o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), os números estão sujeitos a alterações. Isso ocorre porque as empresas podem realizar declarações ou retificações de informações referentes a períodos anteriores após a divulgação dos dados oficiais, o que pode ocasionar ajustes nas séries apresentadas.

O estudo contribui para o acompanhamento sistemático da evolução do mercado de trabalho formal no município, oferecendo subsídios para a análise da dinâmica econômica regional e para a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e à geração de emprego e renda.