Museu recebe máquina de calcular do Banestado e reforça preservação da memória bancária de Campo Mourão

Foto: Da Assessoria
O Museu de História, Imagem e Som Deolindo Mendes Pereira recebeu nesta semana uma importante doação relacionada à história do sistema financeiro de Campo Mourão. A Associação dos Funcionários Aposentados do Banestado de Campo Mourão entregou ao museu uma máquina de calcular Facit, utilizada nas atividades bancárias antes da popularização dos computadores, além de troféus conquistados por funcionários da instituição em competições esportivas promovidas pelo banco.
A doação contribui para a preservação da memória de uma das instituições financeiras mais importantes da história do Paraná. O Banco do Estado do Paraná (Banestado) foi fundado em 1928 pelo então presidente do Estado, Affonso Alves de Camargo, e durante décadas esteve entre os mais sólidos bancos públicos do país, desempenhando papel fundamental no desenvolvimento econômico paranaense.
Em Campo Mourão, a primeira agência bancária da cidade foi inaugurada em 15 de novembro de 1952. Tratava-se justamente de uma unidade do Banestado, instalada na Avenida Irmãos Pereira, nº 1.189. O primeiro gerente foi Osvaldo de Amaral Mello. A equipe inicial era composta ainda por Enéas de Almeida Farias, que exercia a função de contador, e Clorivaldo Giannetti Fazzano, funcionário da agência.
A máquina de calcular Facit representa um importante testemunho das práticas bancárias do século passado. Durante décadas, equipamentos como esse foram indispensáveis para a realização de cálculos financeiros, conferência de contas e operações de caixa, exigindo habilidade e precisão dos funcionários bancários.
Além do valor histórico da calculadora, os troféus doados ajudam a preservar a memória das atividades sociais e esportivas promovidas pelo Banestado, evidenciando a integração entre os colaboradores e a importância da instituição na vida da comunidade mourãoense.
Segundo a equipe do Museu de História, Imagem e Som Deolindo Mendes Pereira, a incorporação desses objetos ao acervo amplia as possibilidades de pesquisa e de futuras exposições sobre a história econômica e financeira de Campo Mourão, permitindo que as novas gerações conheçam o papel desempenhado pelo Banestado no desenvolvimento do município e do Paraná.
As peças passarão pelos processos de catalogação e conservação e, futuramente, poderão ser apresentadas ao público em exposições voltadas à memória das instituições que contribuíram para a construção da história de Campo Mourão.