Companhia de Campo Mourão participará do Festival de Dança de Joinville

A REACENDER Produções Artísticas, uma companhia independente de Dança e Circo de Campo Mourão, teve 4 coreografias aprovadas a serem apresentadas no maior festival de dança do planeta: o Festival Internacional de Dança de Joinville. O evento acontece entre 20 de julho e 1 de agosto na cidade catarinense.

A companhia, formada inteiramente por artistas mourãoenses, é composta por May Oliveira, Israel Lima, Val Santos e Nátaly Celoto. Todos são multiartistas.

Mayara é Psicóloga de formação, mas é bailarina, artista circense, capilarista, atriz, roteirista e aderecista. Valéria é graduada em Gestão de Cooperativas, mas atua como bailarina, capilarista, artista circense e atriz. Israel é professor de circo e pintura facial, artista circense, rigger, figurinista, cenógrafo,  costureiro, percussionista e artista visual. É bailarino também. Nátaly é estudante de Artes Visuais, artista circense, já dançou clássico, jazz e dança contemporânea. Ela faz pintura facial, desenha, pinta e atua como designer em projetos de marketing digital, paralelamente às atividades na companhia.

O produtor executivo do grupo, Cláudio Resende, relata que essa multiplicidade de talentos e linguagens faz dos espetáculos da companhia algo muito rico, profundo e peculiar, uma vez que as criações são um resultado das diversas experiências de todos os artistas, cada um trazendo as contribuições de suas vivências pessoais nessas variadas incursões.

As coreografias aprovadas para o festival, “Antítese” (um conjunto), “Lótus” e “Corpo raiz” (duos) e “Ruptura” (um solo), são do estilo “dança contemporânea”, que é predominante nas produções da Companhia.

Não obstante à aprovação ao Festival de Joinville, a Companhia recebeu na quarta-feira, dia 1 de julho, a notícia de que teve um espetáculo de circo aprovado no Edital “Convite às Artes”, da Secretaria de Cultura de Maringá.

O espetáculo “Reacender”, homônimo da companhia, tem 40 minutos de duração e mistura técnicas circenses como faixa, acrobacia de solo, suspensão capilar, dança acrobática, contorcionismo, canastilha e adágio. Ano passado a companhia teve aprovado nesse mesmo edital, o espetáculo “Medo”, que é um espetáculo de dança contemporânea.

Resende comenta que Campo Mourão é um polo de produção artística muito robusto e que recorrentemente artistas e grupos mourãoenses têm sido contemplados em editais de fomento à Cultura, como a Lei Paulo Gustavo, a Política Nacional Aldir Blanc, Lei Rouanet, o programa FEPAC, de Campo Mourão, e outras tantas iniciativas de incentivo têm sido determinantes para que os produtos culturais da cidade circulem pelo Paraná e por outros estados, inclusive.