Chafariz poderá ser tombado como Patrimônio Cultural do Paraná
O Chafariz da Praça Getúlio Vargas poderá ser tombado como Patrimônio Cultural do Paraná. O pedido foi apresentando no último dia 12, em Curitiba, pela Academia Mourãoense de Letras. Segundo o presidente da entidade, o historiador Jair Elias dos Santos Júnior “o Chafariz é o primeiro equipamento público de entretenimento de Campo Mourão e da região. Por isso deve ser preservado e integrar como Patrimônio Cultural do Paraná”, explica.
O Chafariz foi construído durante a administração do prefeito Roberto Brzezinski, que governou Campo Mourão entre 1955 a 1959. Nos seus primeiros anos, suas fontes luminosas e suas cascatas faziam um belo espetáculo, atraindo moradores da pequena “Campo Mourão” e dos municípios vizinhos, na época vilas e distritos.
A história do Chafariz é marcada por momentos de glória e de abandono. Anos depois da sua inauguração, o principal atrativo da cidade ficou inutilizado, pois uma peça hidráulica foi quebrada e a Prefeitura não tinha recursos para comprar a nova. Na gestão de Milton Luiz Pereira o problema foi solucionado, e voltou a funcionar. Em 1986, após 12 anos de inatividade foi reformado, com a instalação de modernos equipamentos.
No ano de 1993, ilustrou a lista telefônica da Região Noroeste do Paraná. No mesmo ano, a Câmara Municipal, aprovou um projeto de lei incluindo o Chafariz e o Coreto como patrimônio histórico-cultural do Município. Em 2004, foi revitalizado novamente. Nesta reforma foi recuperada a terceira bacia, retirada na reforma de 1986, obedecendo fielmente os detalhes originais. Também foram colocadas quatro estátuas representando as estações do ano.
O pedido de tombamento, apresentado pela Academia Mourãoense de Letras será encaminhado pela Coordenação do Patrimônio Cultural do Paraná para o Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná (CEPHA), composto por dez membros efetivos e dez consultores, de diferentes áreas de conhecimento.
Um dos membros do Conselho avalia o Processo de Tombamento com base nos fundamentos apresentados e emite seu parecer. Em seguida o processo passa por votação no Conselho Estadual.
Sendo aprovado e inscrito no Livro Tombo, o bem não poderá mais ser descaracterizado. A restauração, reparação ou adequação somente poderá ser feita em cumprimento aos parâmetros estabelecidos pela Coordenação do Patrimônio Cultural. As construções, demolições e paisagismo no entorno do bem tombado também seguem as restrições impostas por ocasião do tombamento.
