Acervos de importantes museus nacionais serão reproduzidos em livro

Está marcado para o próximo dia 11 de setembro o lançamento do livro “Campo Mourão: a construção de uma cidade”, do historiador Jair Elias dos Santos Júnior. O livro, com 466 páginas, reproduzirá importantes documentos que relatam a história de Campo Mourão e do Paraná. Todos esses com suas versões originais em importantes museus nacionais.
Em janeiro deste ano, o historiador encontrou no Arquivo Público de São Paulo as cartas originais de Dom Luís António Botelho Mourão, de 1769, dando ordem a Afonso Botelho para que todas as descobertas das expedições realizadas recebessem o nome ou sobrenomes do mandatário português, para que no futuro não fossem esquecidas. O documento original é reproduzido na integra no livro.
Outra descoberta importante foi no Museu Imperial, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. “Nele encontramos o depoimento do Barão de Antonina relatando a descoberta dos Campos do Paiquerê. O Imperador Dom Pedro II ao ler o documento ficou impressionado com as riquezas de detalhes que determinou que uma cópia do mesmo foi confeccionado para seu arquivo e que o original fosse encaminhado para o Instituto Histórico Brasileiro”, revela.
No Museu Paranaense, em Curitiba, segundo o historiador, “encontramos vários documentos sobre a questão indígena e uma fotografia do Comendador Norberto Mendes Cordeiro, além de outras informações fundamentais sobre o processo de colonização da região no final do século XIX”.
As pesquisas também foram realizadas no Arquivo Público do Paraná, em Curitiba, e no Arquivo Nacional e na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. “Nestes arquivos e na Biblioteca Nacional, encontramos fotografias e mapas do Paraná, em especial, da nossa região”, conta Jair Elias.
Boa parte das fotografias que estão no livro fazem parte do acervo Museu Deolindo Mendes Pereira, de Campo Mourão. “Todas as fases da história de Campo Mourão estão guardadas no Museu Municipal. É ponto obrigatório de pesquisadores que querem conhecer o nosso passado”.
Sobre o incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, ocorrido no domingo (dia 2), o historiador lamenta a tragédia. “Infelizmente no Brasil não é prioridade preservar a história. A tragédia mostrou ao mundo que cuidamos da nossa história e memória.”
O livro, portanto também cumpre um função necessária de reprodução de acervos históricas e oferece aos leitores conhecer mais marcos importantes do nosso passado.
O lançamento ocorre no dia 11 de setembro, às 18h30m, no Paraná Palace Hotel e o livro já se encontra disponível em pré-venda no site do projeto: www.construcaodeumacidade.com.br.