Segurança pública é tema de reunião da Comcam com comando do 11º BPM

Vários prefeitos da região participaram na manhã desta terça-feira (8), de uma audiência online convocada pela Comcam com o comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Campo Mourão, tenente coronel, Adauto Nascimento Giraldes Almeida. O tema da pauta foi o aumento da criminalidade na região. Na ocasião, os prefeitos definiram que marcarão uma agenda da Comcam com o Governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), para pedir mais segurança pública.
Conforme as informações repassadas aos prefeitos, a principal dificuldade no combate ao crime nos municípios de abrangência do 11º Batalhão tem sido a falta de efetivo e de viaturas. O batalhão necessitaria de no mínimo de 350 policiais militares. No entanto, o efetivo está abaixo de 200. Já em relação às viaturas, o correto seria cada município ter no mínimo uma. Porém, em 14 municípios elas são compartilhadas.
A situação tem contribuído para o aumento da criminalidade na Comcam. De acordo com o comando do 11º Batalhão, uma boa parte das ocorrências envolvendo furtos a população nem liga mais à Polícia Militar para fazer o registro por desacreditar na resolução do crime. “Hoje minha maior fraqueza é falta de efetivo”, resumiu o tenente coronel ao ser questionado pelos gestores.
Os prefeitos cobraram também explicações sobre uma viatura semi blindada para atender a Rotam, destinada ao batalhão de Campo Mourão, que acabou sendo enviada posteriormente para Cascavel. Cogita-se que o veículo foi transferido de unidade por interferência política.
A atenção dos prefeitos está voltada agora a contratação de 2 mil policiais no próximo ano pelo Governo do Estado. Eles deverão se formar até dezembro deste ano. Há reivindicação do comando do batalhão de Campo Mourão que destes 2 mil, 100 se formem na escola de soldados no município para que sejam alocados na região.
“Não podemos deixar isso passar em branco. Importante ressaltar que já pedimos viatura, mas nem tivemos resposta. Somos parceiros do governo sim, mas temos que cobrar. Até para apoiar temos que ter resposta”, cobrou o presidente da Comcam, Leandro Oliveira, prefeito de Araruna.