Prefeitura de Peabiru fala sobre coleta seletiva em reunião na Coamo
A Coamo realiza há aproximadamente 20 anos o Programa de Qualidade “5S”. Com o tempo, o programa se ampliou e estão implantando o 7º S que diz respeito à sustentabilidade. Na prática, o objetivo desta etapa é a implementação de ações que resultem na separação do lixo seco e do lixo úmido dentro das unidades. Para tratar do assunto e conscientizar funcionários e familiares, a unidade de Peabiru realizou reunião com a participação da prefeitura municipal.
A secretaria de Desenvolvimento Econômico, pasta que contempla a divisão de Meio Ambiente, representada pelo secretário Clerque Priamo, participou da reunião para falar sobre como está a coleta seletiva em Peabiru. Como expôs, os municípios precisam se adequar às exigências da legislação federal. Diante disso, foi criada e aprovada, em setembro do ano passado, a Lei Municipal 920 que institui o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Peabiru. Na lei estão previstas a implantação de oito programas de gestão de resíduos, entre eles a coleta seletiva.
Para iniciar as ações, Clerque argumenta que primeira proposta é reavaliar o contrato com a empresa que já faz a coleta convencional, que hoje acontece às segundas, quartas e sextas, acrescentando às terças e quintas exclusivamente para a coleta seletiva. No entanto, a Lei Municipal prevê ainda a implantação de Pontos de Coleta Voluntária (PEV’s), em vários locais da cidade, que visa a participação colaborativa e consciente da população destinando os lixos recicláveis nesses pontos.
“A coleta seletiva é uma ação de extrema importância. No entanto, é necessário cumprir várias etapas até que ela possa ser implantada. Precisamos que ao começar já tenhamos um formato mais próximo do ideal para ficar mais fácil o trabalho com a população”, comenta o secretário.
Um dos pontos apresentados como fundamentais no processo é a obrigatoriedade de inserir os agentes ambientais – chamados de ‘catadores’ – na destinação e comercialização dos recicláveis. Além disso, precisa ser trabalhada a formalização de uma associação ou cooperativa de catadores que está sendo organizado em parceria com a secretaria de Assistência Social.
O objetivo da prefeitura era iniciar a implantação da coleta seletiva neste ano, mas não foi possível, entre outros motivos, pela falta de um local adequadamente preparado e localizado para funcionar como barracão de triagem separação do lixo. Apesar dos argumentos apresentados, o secretário reafirmou o compromisso em efetivar a coleta seletiva a partir do primeiro semestre de 2015.
Produção de lixo – Segundo estudo realizado, Peabiru produz atualmente uma média de 189 toneladas de lixo doméstico por mês.. Na perspectiva anual, o valor chega a mais de 2,2 mil toneladas.
Com base numa pesquisa utilizada para elaboração do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, que classificou a qualidade e quantidade de lixo reciclável contida no lixo doméstico de Peabiru, estima-se que o município produza cerca de 680 toneladas de material reciclado anualmente. Do total, 228 toneladas são de papelão, 158 de plástico fino, 113 de embalagens longa-vida, 113 de plástico grosso, 45 de alumínio e 23 de papel. O material representaria mais algo em torno de R$ 501.300.
Clerque ressaltou então que como todos podem verificar, além dos benefícios ambientais e sociais, há também o benefício econômico, pois todo esse dinheiro que poderia estar circulando na economia local está literalmente indo para o lixo.