Professores de Peabiu pleiteiam pagamento do reajuste do piso salarial

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Peabiru (Sismup) reuniu os educadores na noite da última quarta-feira, 6, para discutirem a negociação pela retomada do pagamento do percentual do Piso Nacional do Magistério, reajustado pelo MEC em janeiro deste ano, e ainda não repassado pela Prefeitura Municipal de Peabiru aos professores, apesar da cobrança da categoria.

Realizado no plenário da Câmara de Vereadores, o evento foi conduzido pela perita contábil Eliane Costa, de Curitiba, contratada pelo órgão sindical, especialmente, para assessorar a entidade nessa questão.
Eliane garantiu, com base em dados divulgados pela própria Prefeitura, que o município tem condições financeiras, orçamentárias e fiscais para retomar o pagamento do reajuste do Piso, de modo proporcional a todos os docentes, como era de praxe desde 2011, quando essa política pública foi implantada em Peabiru, após pressão sindical.
“Além disso, o índice de despesas com pessoal, no final de 2021, estava em 44,99%, conforme o relatório do TCE. Isso demonstra que Peabiru pode pagar o reajuste aos professores”, destacou Eliane, ao lembrar que o Fundeb recebido pelo município, que teve um aumento de 36,04% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2021, foi constitucionalizado recentemente como instrumento permanente de valorização dos profissionais da educação básica. Ressaltou, ainda, que o Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb tem papel importante para garantir que isso ocorra.
No encontro, os educadores, organizados por uma comissão especial com representantes indicados por cada unidade escolar, afirmaram que tentam, sem sucesso, agendar uma reunião de negociação com a prefeitura desde o começo de maio e que, até o momento, não foram recebidos.
Em abril, a prefeitura anunciou um reajuste de 16,30% a todos os servidores municipais, incluindo os professores. No entanto, o reajuste anunciado pelo Governo Federal aos profissionais da Educação em janeiro era de 33,24%: uma diferença, portanto, de 16,94%.