Professores de Peabiru cobram reajuste anunciado pelo MEC

O Coletivo dos Professores Municipais de Peabiru reuniu-se com os vereadores na noite da última sexta, 18, para discutir o pagamento do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional para os Profissionais do Magistério Público da Educação Básica, fixado por legislação federal em 33,24% e anunciado pelo Governo Federal em portaria publicada no começo do mês.
O evento, organizado pelos próprios docentes e que contou com a presença de representantes de todas as unidades escolares, teve por finalidade pedir o apoio do Poder Legislativo, de modo que o percentual divulgado pelo MEC seja acatado e beneficie todo o professorado.
Fábio Sexugi, professor da rede municipal e ex-secretário de Educação de Peabiru, falou em nome dos colegas, ressaltando que, desde 2012, quando o Piso foi implantado no município, os reajustes sempre favoreceram toda a categoria.
Segundo ele, “o salário dos professores da Educação Básica é financiado pelo novo Fundeb, um recurso federal que, no caso de Peabiru, continua numa crescente em mais de 30%, na comparação de janeiro de 2022 com o do mesmo período do ano passado”, sustentou.
Após mencionar o Orçamento de Peabiru previsto pela LOA para 2022 em mais de 68 milhões e apresentar informações publicadas pela Prefeitura na última prestação de contas relativa ao 2º quadrimestre de 2021, em que se demonstrava ter havido superávit, Sexugi afirmou que “mesmo que o Município não tivesse capacidade orçamentária de aplicar o reajuste, como vinha fazendo automaticamente há 10 anos, a Lei do Piso prevê uma complementação pela União, desde que a solicitação comprove necessidade e incapacidade financeira”.
Várias educadoras também se posicionaram, rechaçando a proposta de 10% de recomposição salarial sobre o reajuste pela data-base do ano passado e ressaltando que Peabiru tem sido líder regional, desde 2015, no ranking das notas do IDEB e que a única maneira, segundo elas, de reconhecer o esforço dos professores, “redobrado no período da pandemia, é cumprir a lei, reajustando o salário de todos em 33,24%”. Além disso, de acordo com elas, a aplicação de percentuais diferentes para membros de uma mesma categoria causaria um achatamento salarial, desestimulando a formação acadêmica.
O encontro contou com a participação dos vereadores: Bruno Miranda, Claudino Lino, Irineu Manfrin, Lucas Britto, Paulo Sérgio Avanço, Toninho da Ambulância e, remotamente, Fred Freitag. Todos tiveram direito à palavra e a maioria posicionou-se a favor dos professores.