Padre anuncia criação de ONG em audiência pública sobre drogas em Luiziana

Essa ONG, junto com toda a comunidade poderá desenvolver várias ações – Foto: Divulgação

Durante Audiência Pública realizada na noite dessa segunda-feira (25), na Câmara de Vereadores de Luiziana com a participação do Promotor de Justiça da Vara da Infância e Juventude de Campo Mourão, Luciano Matheus Rahal, o padre da paróquia Nossa Senhora Aparecida de Luiziana, Sidinei Teixeira Gomes anunciou a criação de uma Organização não Governamental (ONG), para prestar atendimento a crianças e adolescentes usuárias de drogas no município.

Durante discurso, o religioso falou da preocupação que surgiu depois que ele recebeu um documento do Ministério Público, informando a falta de ação no município com os altos índices de usuários de drogas, a falta de um conselho anti-drogas e a falta de convênio para internamento de dependentes químicos em clinicas de recuperação.

Uma das primeiras ações da Igreja Católica foi a criação da Associação Renascer. A ONG, em Luiziana, vai realizar ações para atendimento de dependentes químicos no Centro Catequético. A primeira atividade a ser implantada será a técnica do renascimento, uma terapia para dependentes químicos, além de outras atividades.

“A questão das drogas é catastrófica na nossa cidade, muito se deixa a desejar, e essa intimação do MP muito me chamou a atenção, pois muitas vezes jogamos a responsabilidade para nossos políticos, para alguns representantes e a gente acaba lavando as mãos, não participando, não estando presente”, disse ele.

Padre Sidinei seguiu dizendo que tem confiança, fé e esperança para mudar essa triste realidade no município. “Essa ONG, junto com toda a comunidade poderá desenvolver várias ações. Basta a união de todos”, declarou o padre.

Participaram da Audiência Pública, a comunidade, professores, representantes de entidades, pastores, vereadores, conselheiras tutelares e Policia Militar. Várias outras ideias foram debatidas para que a realidade possa ser mudada, como implantação de uma disciplina nas escolas que possa orientar as crianças sobre os perigos das drogas, palestras e debates com ex-dependentes químicos, dentre outros.

O promotor de Justiça, Luciano Rahal, afirmou que o município deve ter um atendimento para aqueles usuários que passam pelo internamento e quando retornam ao município não têm um grupo de autoajuda, não faz um acompanhamento ou terapia com o usuário. “Não existe uma solução de imediata para esse problema, mas existem várias alternativas e o COMAD é para isso, trabalhar com prevenção, combate e o uso de drogas”, salientou.

O COMAD – Conselho Municipal Anti-Drogas -, foi criado no início desse mês em Luiziana e, segundo o Promotor, é o órgão que tem a competência para pensar a primeira estratégia junto à comunidade e traças as diretrizes. O Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas está sob a gestão da Secretaria Municipal de Saúde e reúne representantes de diferentes áreas. (Assessoria de Comunicação)