Multado em Luiziana por circular com o coronavírus, apresenta versão sobre o caso

O morador de Luiziana, que acabou multado pela Vigilância em Saúde do município e encaminhado à delegacia de Campo Mourão, por não ter cumprido o isolamento social após contrair o coronavirus, procurou o Tasabendo.com para apresentar a sua versão dos fatos.

Ele reclama que a secretaria de Saúde já estava com o seu exame testado positivo para a doença, na quinta-feira passada, dia 10, porém a enfermeira só o procurou no domingo (13), após ele chegar de Catuporanga (distrito de Nova Tebas), com sua avó. Segundo ele, o exame anterior que ele havia feito, deu negativo.

“Uma cidade do tamanho de Luiziana, onde todos me conhecem, sabem meu endereço, minha mãe trabalhou mais de 20 anos na Saúde, porque esperaram para me procurar só no domingo, depois que eu cheguei de Catuporanga, onde fui levar minha avó?”, questiona ele.

O morador relata que no dia 25 de agosto chegou a sentir alguns sintomas, mas ao passar por uma avaliação médica, o resultado deu negativo para o coronavírus  “Como trabalho na empresa que gera muito pó, em Turvo, no dia 25 de agosto tive uma leve dor de cabeça e não sentia cheiro de nada. Como  também estava espirrando muito, fui ao médico, mas o exame deu negativo para o covid-19. Aí o médico tratou como uma renite e me receitou um antialérgico. Até queria me dar um atestado, mas eu não quis porque trabalho na minha própria empresa”, contou ele.
No entanto, no domingo passado, após levar a avó para visitar parentes em Catuporanga, ele diz que ao retornar foi recebido na casa pela equipe da Saúde, acompanhada de um policial militar.

“Só depois que retornei, no domingo a tarde é que me procuraram. Ai confesso que perdi a cabeça e errei, o sargento foi muito atencioso, me tratou com respeito e fui no banco de trás para a delegacia. O que me revoltou é que numa cidade pequena, onde toda a equipe da saúde me conhece, deixaram para apresentar o atestado apenas no domingo”, desabafa.

Ele ainda reclama de perseguição por parte da Saúde, lembrando o período em que foram implantadas barreiras na entrada da cidade. “Na época eu precisava sair para trabalhar e era barrado. Aí eu argumentava que precisa entrar e sair da cidade a trabalho e que estava sozinho no carro, ao contrário da circular que saia e entrava cheia de gente que ia trabalhar em Campo Mourão, todo dia. Desde então acredito que houve esse tipo de perseguição contra mim. Mas tenho muitos vizinhos que me conhecem e que se propuseram a ir depor a meu favor.”