Ecossistema de Inovação Agropecuária da Comcam é apresentado na ExpoLondrina 2026

Participaram do painel representantes dos ecossistemas de Londrina, Maringá, Cascavel/Toledo e Campo Mourão – Foto: Divulgação
No dia 10 de abril, em Londrina, no Pavilhão Smart Agro da ExpoLondrina 2026, foi realizado painel dedicado à apresentação dos territórios de inovação agropecuária estruturados no Paraná, reunindo representantes dos principais ecossistemas regionais.
O Pavilhão Smart Agro é organizado pela Sociedade Rural do Paraná, com correalização do Sebrae e apoio do Agro Valley, consolidando-se como um dos espaços estratégicos de articulação entre tecnologia, produção e desenvolvimento territorial no agronegócio.
Participaram do painel representantes dos ecossistemas de Londrina, Maringá, Cascavel/Toledo e Campo Mourão, evidenciando a formação de uma rede regional de inovação agropecuária em processo de estruturação e consolidação no Estado.
O ecossistema de inovação agropecuária de Campo Mourão foi apresentado pela advogada Dâmares Ferreira – que participou da estruturação institucional e normativa do ecossistema desde 2019 – e pelo engenheiro agrônomo Frederico Stelatto Farias, coordenador da Diretoria de Inovação Agropecuária do Sistema Regional de Inovação Centro Ocidental e da Câmara Temática do Agronegócio do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão (CODECAM).
A apresentação destacou o processo de construção institucional iniciado em 2019, marcado pela atuação articulada entre atores públicos e privados e pela progressiva formalização de estruturas de governança voltadas à organização do território. Foram evidenciadas as iniciativas conduzidas inicialmente no âmbito da Câmara Temática do Agronegócio e, posteriormente, pela Diretoria de Inovação Agropecuária, com foco na consolidação de um ecossistema capaz de integrar instituições de ensino, cooperativas, produtores rurais e empresas que atuam em todas as etapas da cadeia produtiva — antes, dentro e depois da porteira.
Sob a perspectiva jurídica, foi abordada a estrutura normativa e a evolução da governança institucional do ecossistema, com ênfase no papel das regras, instrumentos e arranjos institucionais na organização dos fluxos e na coordenação das relações entre os atores. A exposição evidenciou que a inovação territorial não se configura como um fenômeno espontâneo, mas como resultado de processos estruturados de organização, coordenação e tomada de decisão orientados à geração de valor para o território.
Na dimensão operacional, foram apresentados os esforços de alinhamento e fortalecimento dos vínculos entre os atores do ecossistema, destacando-se a FATI — Feira do Agronegócio, Tecnologia e Inovação — como uma das principais ferramentas de articulação, conexão e ativação prática da governança.
A FATI será realizada nos dias 11 e 12 de junho, na AEACM — Associação dos Engenheiros Agrônomos de Campo Mourão — reunindo sindicatos, produtores e produtoras rurais, cooperativas, empresas, startups, investidores, professores e estudantes de Campo Mourão, Goioerê e demais municípios da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão.
O painel reforçou a compreensão de que os territórios de inovação agropecuária no Paraná vêm avançando a partir da consolidação de estruturas de governança capazes de transformar relações em coordenação, práticas em processos e iniciativas isoladas em estratégias contínuas de desenvolvimento regional.