Coamo e Credicoamo reúnem mulheres em encontros regionais

No dia 11 de setembro, Campo Mourão sediou a oitava edição, com mais de 500 participantes de municípios vizinhos – Fotos: Da Assessoria

A Coamo e a Credicoamo realizam, ao longo do ano, uma programação regional voltada às mulheres em toda a área de ação da cooperativa. Os encontros promovem atividades de integração, relacionamento, conhecimento, cultura e convivência. No dia 11 de setembro, Campo Mourão sediou a oitava edição, com mais de 500 participantes de municípios vizinhos. A programação será encerrada no dia 23, em Mangueirinha (Sudoeste do Paraná), alcançando cerca cinco mil participantes ao final da iniciativa, que também contempla palestras e momentos de troca de experiências.

De acordo com o assessor de Cooperativismo da Coamo, José Ricardo Pedron Romani, a proposta dos eventos foi oferecer momentos de confraternização, relacionamento, integração, conhecimento e emoção, aproximando as participantes da cooperativa e fortalecendo a presença feminina nas atividades. “Conseguimos entregar o propósito que tínhamos desde o início do ano: proporcionar uma tarde de muita confraternização, relacionamento e integração entre elas”, afirma.

Romani ressalta que a participação demonstrou o interesse das mulheres pela programação e a compreensão da proposta de criar um espaço direcionado à elas. “Foi uma oportunidade e uma surpresa pela dimensão desse engajamento. Elas realmente participaram, demonstraram interesse e entenderam que o evento foi organizado para elas”, relata.

A programação combinou entretenimento, cultura e conteúdo informativo. Para Romani, a combinação dos diferentes conteúdos contribuiu para a proposta dos encontros. “Entendemos que um elemento complementou o outro”, frisa. Segundo ele, para o próximo ano, a programação será ampliada para dez encontros, em razão da entrada da Coamo em uma nova área de ação no Norte do Paraná. Neste ano, algumas delas tiveram a oportunidade de participar do encontro realizado em Campo Mourão. “Elas vieram para o evento e tiveram a oportunidade de também conhecer a sede, a estrutura da cooperativa e a diretoria”, destaca Romani.

Ana Carolina Américo, de Araruna, revela que a participação na cooperativa começou ainda na infância. A aproximação veio por meio da família. O pai e a mãe sempre estiveram presentes nas atividades e eventos da cooperativa, levando os filhos para acompanhar esses momentos. “Eu cresci nesse ambiente e aprendi desde cedo a gostar desse ambiente, do trabalho na agricultura e com a cooperativa”, conta.

A convivência com a Coamo e a Credicoamo desde cedo também se relaciona à forma como Ana Carolina participa dos encontros voltados às mulheres. Para ela, a programação cria oportunidades de convivência e aprendizado, além da troca de experiências com participantes da própria unidade e de outras cidades. “É um momento muito valioso. São palestras muito positivas, muito construtivas e nós conseguimos conversar com as pessoas que são da nossa unidade e de outras cidades. A gente tem essa troca de conhecimento.”

Célia Aparecida Onofre, de Peabiru, destaca a oportunidade de reunir as mulheres em uma programação voltada especificamente para elas. Segundo ela, no campo, homens e mulheres participam juntos das atividades, mas o encontro reserva um período para tratar da participação feminina no cooperativismo. Para Célia, reservar um dia do ano para essa convivência permite sair da rotina. “Eu tenho uma sensação de liberdade. É muito proveitoso, é muito bom”, frisa.

A participação de Célia nas atividades da cooperativa também faz parte da rotina em Peabiru, incluindo os cursos de culinária. “Estou sempre envolvida e isso ajuda no meu desenvolvimento pessoal e profissional. Temos que tirar um dia do ano para esses eventos.”

Liriel Vitória Batista da Silva, de Roncador, também precisou organizar as atividades da propriedade para participar do encontro. A rotina começou cedo, com o trabalho na produção de leite, antes de seguir para o evento. Para ela, a iniciativa representa uma oportunidade de deixar momentaneamente as tarefas do campo, conhecer outras mulheres e refletir sobre a participação feminina na propriedade, na família e na cooperativa. “É um dia que a gente se diverte, que a gente conhece outras pessoas, que a gente vê a importância que o nosso serviço tem no campo, na nossa família.”

O presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini, destaca que a presença das mulheres nas iniciativas promovidas pelas cooperativas acompanha uma trajetória de participação ativa. “Tudo o que nós programamos com as mulheres, elas participam ativamente.”

Segundo Gallassini, as mulheres representam 18% dos cerca de 33,5 mil cooperados da Coamo. Na Credicoamo, que reúne aproximadamente 31,5 mil associados, a participação feminina chega a 32%. Ele também destaca a presença das mulheres nas atividades das cooperativas e nos espaços de gestão. “Temos mulheres participando do Conselho de Administração da Coamo e da Credicoamo”, ressalta.

Para Gallassini, essa participação está relacionada a um processo de desenvolvimento e de envolvimento com o cooperativismo. “É um trabalho de desenvolvimento. É um princípio do cooperativismo: educação e informação.”