Coamo comemora 50 anos de industrialização e inaugura Memorial

Fotos: Tasabendo.com

A Coamo comemora nesta sexta-feira, 28, 50 anos do início de sua industrialização, data que foi marcada pela solenidade de inauguração do Memorial alusivo ao jubileu de ouro, no Parque Industrial, localizado às margens da rodovia BR-487, entre Campo Mourão e Luiziana.

No local, o presidente do Conselho de Administração da cooperativa, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, e o presidente Executivo, Airton Galinari, receberam representantes de veículos de comunicação de toda a região e de várias partes do Paraná.

Também prestigiaram o evento, lideranças políticas e diversas autoridades empresariais e cooperados que fizeram parte do início das atividades da Coamo em Campo Mourão.

A Coamo foi fundada em 1970 e, em 1975, inaugurou o primeiro moinho de trigo. Uma época que nem produto direito se tinha, o que demonstra que a Coamo já estava um passo à frente, acreditando no potencial do agronegócio regional.

Gallassini relembrou o cenário agrícola da época em que a cooperativa começou a se desenvolver, há 55 anos. Segundo ele, a região era pouco mecanizada e menos ainda produtiva.

“Naquele tempo não tinha nada por aqui. Havia apenas cinco tratores na região e as lavouras eram todas manuais. Fomos desenvolvendo terras áridas e fracas, corrigindo o solo, e a coisa evoluiu rapidamente”, recorda.

Gallassini destacou que a Coamo financiou a compra de mais tratores, em um período em que a terra era barata e muitos produtores começaram a investir. “Não parou mais de crescer. Depois de um tempo, percebemos que, para agregar valor à produção, era preciso industrializar”, afirma.

O primeiro passo foi a compra de um pequeno moinho, focado inicialmente no trigo. Em seguida, veio a soja, o que impulsionou a construção das primeiras indústrias e a implantação de vários entrepostos de armazenagem para receber a produção dos cooperados.

Hoje, meio século depois, a Coamo conta com 13 indústrias em seu parque industrial e está concluindo mais uma grande unidade. A cooperativa industrializa principalmente trigo, café e soja. O milho, que até então não passava por processamento, passou a ser industrializado com a construção da fábrica de ração.

A cooperativa também prevê aportar R$ 1,67 bilhão na construção da usina do biocombustível, que deverá ser inaugurada até o final de 2026. A planta será a primeira do Paraná a produzir etanol de milho.

Gallassini reforçou a importância do sistema industrial da cooperativa. “Estamos comemorando 50 anos de industrialização porque essa agregação de valor transforma a produção em alimentos para supermercados e amplia nossa presença de mercado. Temos grande volume de vendas de produtos alimentícios em todo o Brasil e em quase todos os países da América Latina”, completa.