contra-o-racismo

A Biblioteca Pública Municipal “Professor Egydio Martello” está promovendo na sua sede, na Estação da Luz, área central de Campo Mourão, a Semana “Racismo é Burrice”, reunindo crianças e adolescentes para debater o combate ao racismo no dia-a-dia. Entre os eventos haverá a palestra “Diálogos sobre racismo” com o professor doutor,  Delton Felipe da Unespar/Fecilcam na quarta-feira (13) às 19H30.

Nesta terça-feira às 09 horas tem exibição e curta metragem – De Olho na Tela-, com o filme “Você faz a diferença”, seguido de debate. Na quarta (13), além da palestra á noite tem, pela manhã às 08H30 tem a ação “Contar e Compartilhar”, momento de contação de história e atividade de incentivo em grupo.

Na quinta-feira às 08H30 haverá atividade Pesquisa na Biblioteca com alunos que vão conhecer o funcionamento da Biblioteca. E com uma atividade prática, fazem a Pesquisa na Biblioteca com o tema “Desconstruindo diferenças de cor”.  Encerrando a programação, na sexta-feira (15) tem mais contação de histórias com atividades didáticas.

Diálogos sobre o racismo – Essa conversa tem como objetivo apresentar as formas que o racismo assumiu no decorrer da história e, também, as representações sobre o negro no Brasil e sobre o continente africano no pensamento ocidental, com o intuito de realizar uma reflexão sobre o racismo como um fenômeno que está presente nas relações sociais e nosso cotidiano, por meio de nossas falas, ditados populares e expressões.

A conversa será ministrada pelo Professor Dr. Delton Aparecido Felipe, pós-doutorando em Fronteiras, Populações e Bens Cultuais. Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com estágio de doutoramento junto ao Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores – CIDTFF da Universidade de Aveiro Portugal. Mestre em Educação e Graduado em História.

Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Psicopedagogia, Aprendizagem e Cultura Gepac/UEM e do Núcleo de Estudo Interdisciplinar Afro-Brasileiro da Universidade Estadual de Maringá (UEM), com pesquisas relacionadas ao uso das mídias para o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana na educação básica. Com atuação docente em História e Cultura Afro-brasileira; História do Brasil; Metodologia do Ensino de História e História da África, atualmente é professor na Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) Campus de Campo Mourão.

 

Amaral sofreu caso de racismo na Série Prata. (Foto: Portal RBJ)

Amaral sofreu caso de racismo na Série Prata. (Foto: Portal RBJ)

O clássico regional entre Francisco Beltrão e Pato Branco terminou empatado em 0 a 0 na Série Prata do Campeonato Paranaense, mas um fato lamentável marcou a partida. Um torcedor do Pato Branco chamou o volante Amaral, do Francisco Beltrão, de “macaco” e foi preso pelos policiais.

Em entrevista ao Portal RBJ, Amaral afirmou que o público pequeno no estádio – cerca de 100 pessoas – facilitou o reconhecimento do torcedor racista. Eu estava conduzindo a bola e ouvi um torcedor me chamar de macaco. Logo em seguida, na cobrança de falta, ouvi ele me ofender novamente. Olhei para a torcida e ele disse: ‘tá olhando o quê, macaco’. Aí consegui identificar, ele estava com um boné e uma camisa do Corinthians”, explicou.

Segundo o volante, não é a primeira vez que ele sofreu um caso de racismo, e não pretendia realizar uma denúncia, mas um policial militar sugeriu a detenção por injúria racial. “Quando o policial veio me pedir se eu queria prestar queixa, vi que tinha outras testemunhas e resolvi levar adiante. Chegando na delegacia, procurei me manter afastado do torcedor para me proteger, mas ele dizia que eu queria me promover em cima dele. Na sua defesa, disse à polícia que me chamou de “caco”, não de “macaco”. Mas todo mundo viu e ouviu o que ele disse, então teve que dormir na prisão”, contou.

Com passagens pela categoria de base de Portuguesa e Corinthians, o jogador declarou que tem o sonho de disputar o Campeonato Brasileiro. Isso desanima, mas não é isso que vai me derrubar. Vou continuar a minha carreira em busca do meu sonho, que é jogar o Campeonato Brasileiro, pode até ser a Série D”, disse.