Primeiro índice de infestação do Aedes aegypti de 2017 é divulgado

Dengue

Foi divulgado nesta quinta-feira, 5, pelo Controle de Endemias da Secretaria Municipal da Saúde, o primeiro índice de infestação do Aedes Aegypti em Campo Mourão. Os números foram conhecidos por meio do LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti). A média, após números coletados em 33 bairros da sede do município, apontam 3,74% dos imóveis infestados. “Temos uma situação crítica já no município, quase próximo da alta infestação (4%), o que já se torna preocupante, se considerarmos o Desvio Padrão da Pesquisa, que é de 0,3%”, relata Carlos Bezerra, Presidente do Comitê Gestor de Combate à Dengue.

Com alta incidência tiveram 13 bairros do município, sendo que a maior incidência (11,76%), foi apontada no Jardim Tropical II e no Conjunto Residencial Moradias Avelino Piacentini. Os Jardins Pio XII e Indianópolis apontaram 4,65%. Tiveram 11 bairros com média incidência do vetor, como nos casos do Jardim Isabel (3,85%) até ao Vila Cândida (Região do Grande Lar Paraná) com 1,35%. Com baixa incidência tiveram 9 bairros. Foram vistoriados 1.790 imóveis, sendo que destes, 67 apresentaram a presença de larvas do Aedes aegypti.

“Dos focos encontrados, 87% foram encontrados em residências, 10% em terrenos baldios e 3% em outros estabelecimentos (lava-jato e faculdade). Identificamos a presença criadouros em piscinas, tambores, lonas e tanques de lavar roupa (39%), lixo reciclável e sucatas (27%), vasos sanitários, pratos de plantas e bebedouros de animais (15%), caixas d’água (10%), pneus (8%) e em mina de água (1%)”, aponta Bezerra.

O Trabalho

Os agentes vão trabalhar, nos próximos dias, nas localidades de maior índice, seguindo para as de menor índice. Serão quatro equipes para direcionar o trabalho neste sentido, com tratamento incluindo a eliminação de criadouros e tratamento de focos e educação e saúde, que serão realizados na sequência. Não foi verificada ainda circulação viral, mas se alguma pessoa de outra cidade, que foi picada pelo mosquito contaminado, vir até Campo Mourão, ou se alguém daqui for para outra cidade aonde esta ocorrendo circulação viral e for picado pelo mosquito contaminado, corre-se o risco de iniciar a circulação viral, com grande risco de termos surtos localizados e até epidemia.

“Pedimos encarecidamente a população que avalie seus imóveis, pelo menos duas vezes por semana, entre 10 a 15 minutos, se não há nenhum local com água parada, propício para a procriação de larvas do mosquito, principalmente neste verão. Sabemos que o mesmo pode causar dengue, zika vírus ou a chikungunya, portanto, se a pessoa sentir qualquer sintoma destas doenças, há de se procurar uma unidade de saúde, Posto 24 Horas ou os hospitais. É importante que seja feita sempre a notificação dos casos suspeitos para podermos identificar o início da circulação viral para podermos atuar em ações de bloqueios. O cuidado para evitar a presença do mosquito e consequentemente destas doenças depende de cada um de nós, estamos enfrentando o vetor no dia a dia, venha conosco” conclui.