“A vida é uma caixa de Pandora”, por José Carlos Paraguaio, na coluna “Por escrito”

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A nossa vida é uma caixa de Pandora, ou seja, todos querem saber o que tem dentro da caixa, mas não sabemos quais as consequências se a abrirmos, assim também é o nosso amanhã. Recentemente temos perdidos precocemente para a morte, pessoas muito próximas, e isso nos assusta e nos entristecem, porém, o ciclo da vida é isso mesmo, nascemos, vivemos e morremos, aceitamos isso com naturalidade desde que não sejam pessoas próximas de nós. Daí então merece uma reflexão: desde muito novos sonhamos em conquistas, sucessos, bem estar, porém não pensamos em consequências. Nós do meio acadêmico, naturalmente sonhamos, lutamos e buscamos incessantemente mais conhecimentos, mais especializações com o intuito de tornarmos melhores profissionais e até conquistar uma titulação maior para nosso conhecimento profissional, mas também melhorar financeiramente, e consequentemente qualidade de vida naturalmente, porém objetivo alcançado de uma parte, e de outra não, onde quero chegar, atitudes que tomamos sem pensar na consequência, porque, a morte, ou uma fatalidade não avisa quando acontecerá, tanto poderemos viver até aos cem anos como posso não conseguir terminar esse texto que estou a redigir. O amigo nosso que se foi, era um sonhador, realizou parte de seus sonhos, viu os objetivos sendo alcançados, porém, iria muito mais longe com sua capacidade de lutar, fazer acontecer, daí dona morte o leva antes do tempo. Como entender o comportamento humano de alguém por uma questão de poder, egoísmo, impedir que outros possam realizar seus sonhos, seus objetivos?  Nossa Nação, hoje é exemplo disso, observando o sofrimento da sociedade, somos duzentos milhões de habitantes, e uma minoria desviando recursos (não consigo quantificar: milhões bilhões) para sua vida particular, e na outra ponta a vida humana sendo ceifada como se nada tivesse acontecendo, prisões, (e se morrerem antes de ser punidos pela Lei que diferença fará?) doenças, crianças desnutridas morrendo, hospitais sem recursos para atendimento social aos mais pobres, (é o que dizem seus diretores) Instituições escolares próximas de fechar as portas (é o que dizem seus gestores). E se a morte chegar até mim, será que teria valido a pena ter vivido e acreditado?

Ser Humano, pessoas, homens, mulheres, crianças, sociedade, poderes, autoridades, tudo isso é redundante, porém, enquanto eu não tiver a capacidade de olhar para mim mesmo e me enxergar no outro, nada fará sentido tudo passa, portanto, esperar que precisemos de um transplante de qualquer parte humana do outro para minha sobrevivência – exemplo do coração – nada fará sentido.

Para Sartre, o homem é condicionalmente livre, quando ele nasce ele não é nada, e ele retorna ao nada quando morre.

TENHO MEDO DE ABRIR A CAIXA DE PANDORA.

José Carlos Paraguaio

Pedagogo – Unespar – Fecilcam

Prof. Doutor em Ciências da Educação – Universidad Politécnica y Artística del Paraguay

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