Por Escrito

“Caminhos para ser alguém!”, por Aline Cardoso, na coluna “Por escrito”

Publicado em 28 de novembro, 2016 às 08:39

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Como muitas outras pessoas, escolhi minha profissão muito cedo, sem ao menos ter consciência da amplitude e complexidade que seria me tornar uma Psicóloga. Não fui uma daquelas pessoas que já sabia o que queria desde a infância! Ao contrário, mesmo depois de optar por fazer Psicologia ainda pairavam dúvidas se era mesmo a escolha certa! A resposta só veio com o tempo.

Entendo que essa escolha faz parte de um ciclo que se inicia com o Curso eleito para o vestibular e se concluiu com a formatura, onde novas dúvidas passam a alimentar nossas decisões. Com a formatura ganhamos uma nova identidade: a profissional. Graduados, e agora? que área de atuação devo seguir?

Todas essas inquietações não são exclusividade de alguém e saber que não estamos sozinhos pode ser um alivio emocional.

Escolher a Faculdade, optar pelo curso não garante o sucesso profissional, muito menos a realização pessoal. Todos esses processos devem ser construídos ao longo de nossa Carreira, não é mágico, exige determinação e uma dose de realidade,  pois, lá no início quando pensamos em uma profissão, fantasiamos inúmeras situações em torno dela, uma delas tão impregnada pela nossa cultura é se ficaremos ricos!? Mais que ganhar bem é imprescindível gostar do que faz! E isso não é só papo de psicóloga não, basta pensar que você ficará boa parte dos seus dias trabalhando e se você não gosta os obstáculos farão com que você desista mais facilmente. Gostar do que faz gera satisfação e realização, mas a consciência desse processo só ocorre durante nossa jornada na caminhada.

Após anos de formada entendo que ser Psicóloga é mais que uma profissão, é um propósito de vida. Poder ajudar as pessoas a se tornarem mais felizes e a encontrarem seus caminhos gera satisfação e realização.

Quanto mais conscientes e maduros maior a liberdade e assertividade na hora de escolher.

E foi nesse sentido que escrevi esse texto, para você que ainda não sabe qual caminho seguir, possa refletir sobre algumas questões.

O que gosto de fazer?

Em quais disciplinas tenho mais facilidade e prazer? Em quais tenho mais dificuldade?

Quais serão as disciplinas que cursarei na faculdade? Qual o perfil do aluno formado?

A opinião da minha família e dos meus amigos está pesando na minha escolha?

Como está o mercado de trabalho para a carreira que pretendo? Com o que poderei trabalhar após minha graduação?

São perguntas simples, mas de suma importância para tomada de decisão. Existem formas de diminuir a margem de erro na escolha da profissão, e as experiências e pesquisas provam que a mais importante é o autoconhecimento, que consiste em saber discernir quais são suas reais vocações e predileções, sua visão de futuro, e a partir daí estabelecer metas pessoais, ter diálogo permanente com a realidade exterior no sentido de se fazer um plano de ação, negociando expectativas pessoais e externas, encontrando caminhos para a escolha da profissão e para a construção das trajetórias de carreira, que não serão mais lineares e ascendentes e sim em formato de uma serpente, flexíveis e mutantes. É importante que se perceba que os limites das profissões estão se tornando cada vez mais fluídas, e é imprescindível ter em mente que uma mesma formação pode abrir portas para muitas outras. Enfim, a não ser pela premissa de que temos que acompanhar as voltas que o mundo dá, nada mais nesta vida pode ser visto como permanente e definitivo.

Pense nisso! Invista em você, nos seus sonhos.

Aline Cardoso tem 40 anos, é psicóloga formada pela Uem, psicopedagoga, mestre em psicologia, docente, possui consultório na rua São Paulo, 1080 sala 01.

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